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Artifact - Nosso expert analisa!

Artifact, o novo jogo de cartas baseado no jogo DOTA 2, foi lançado dia 28/11/2018.

Desenvolvido por Richard Garfield, criador do Magic e pela Valve, Artifact não é free-to-play, diferentemente da maioria dos card games online que existem atualmente; além disso, o jogo conta com um mercado, onde jogadores podem comprar e vender cartas entre si.



A reputação por trás de Artifact e o modelo diferente de monetização podem elevar o jogo acima da competição? Para responder isso, um membro da Jokebox comprou o jogo e não faz outra coisa da vida a não ser jogá-lo desde o seu lançamento. Vamos ver o que ele tem a dizer!


Resumindo como uma partida funciona, cada jogo conta com três boards diferentes, cada uma representando as lanes de Dota. Os três primeiros heróis de cada jogador são distribuídos aleatoriamente em cada board; após o primeiro turno, os jogadores escolhem onde colocar seus heróis, e podem usar magias em cada board apenas um herói da cor correspondente estiver na board.

Após os dois jogadores realizarem todas as ações que podem e passarem, o combate acontece: as unidades sempre atacam quem está à frente ou ao lado. Se não há nada, a unidade acerta a torre, que tem 40 de vida. O jogador que destruir duas torres, ou uma torre e o Core que aparece no lugar dela (com 80 de vida), vence o jogo.


Existem dois modos de jogo no momento: constructed, que é o modo padrão de construir seu deck e enfrentar outros jogadores, e Drafts, que consiste em abrir packs para montar um deck, e usar esse deck mais inconsistente para vencer.



Nosso especialista afirmou que Draft é uma experiência incrível, com bastante experimentação, complexidade e nuances. Em relação ao modo constructed, ele ainda não jogou muito: nos três jogos que jogou, só enfrentou meta decks, mas achou tranquilo usar o deck humilde que tinha – lembrando que ele jogou no modo casual.


Segundo ele, há muitas possibilidades e decks não explorados no constructed– inclusive muitos decks baratos, mas as pessoas estão viciadas em usar os decks que já são “meta”, tendo medo de fazer sua próprias criações ou experimentar.


Todos os jogos também foram bem acirrados, sem uma vantagem clara para nenhum lado.


Vale a pena?


O preço inicial de Artifact é R$ 77,99. Isso te dá acesso ao jogo, 10 packs de cartas, 5 event tickets e dois decks básicos já prontos.

Você pode jogar tanto constructed quanto draft sem gastar nada, mas esses modos “grátis” não dão nenhuma recompensa, como packs ou tickets em retorno.

Os modos que usam tickets é que tem a possibilidade de dar packs de cartas em retorno. No modo phantom draft, por exemplo, o jogador gasta 1 ticket para entrar. Se vencer três partidas, ganha o ticket de volta; quatro vitórias dão 1 ticket e 1 pack, e cinco vitórias dão 1 ticket e 2 packs.


Outro modo, mais caro de entrar, mas com melhores recompensas, é o keeper draft. O jogador paga 2 event tickets para entrar e 5 packs. Esses packs são abertos para montar o deck, mas ao final do draft, o jogador pode ficar com todas as cartas para sua coleção.

Além disso, cinco vitórias garantem os dois tickets de volta e 3 packs de cartas.


Vale notar que se você perder duas partidas, é game over. Então o mínimo que um jogador tem de vencer sempre para continuar mantendo seus tickets é vencer 3 partidas ou mais. Isso cria uma economia baseada fortemente na habilidade da pessoa em vencer: se o jogador perder os 5 tickets iniciais, não há uma forma de obter tickets no jogo por enquanto, além de comprá-los ou reciclando cartas que você não quer: cada 20 cartas valem 1 ticket.



Pro tip: nosso especialista recomenda que você nunca abra packs, e invés disso faça os keeper drafts para poder escolher as cartas que faltam na sua coleção/tem valor alto.


Isso nos leva para o ponto final em relação ao modelo de Artifact: o mercado. Você pode vender suas cartas para outros jogadores, ao preço que quiser – obviamente o mercado se regula, então algumas cartas vão valer mais que as outras dependendo de sua relevância.


Nosso especialista vendeu uma carta para testar e disse que a venda foi concluída de forma simples e rápida, e, apesar da ideia de comprar cartas com dinheiro ao invés de ganhar packs por meio do jogo possa soar ruim para algumas pessoas, ele acredita que é um modelo bom: a maioria das cartas custa alguns centavos ou alguns reais, então se você precisa de determinadas cartas para terminar um deck, não sai caro comprar single, e você não depende da aleatoriedade de abrir packs.

Poucas são as cartas que custam mais. Heróis como Drow Ranger e Axe, que estão bem acima da curva de poder, custam cerca de R$ 40,00 a R$ 50, 00 no momento, mas a maior parte das cartas é muito mais barata, e com menos investimento do que em muitos outros card games, é possível criar decks viáveis.


Apesar do modelo de Artifact ser controverso e estar recebendo críticas, nosso especialista acredita que é um bom modelo, com exceção de não ser possível existir uma forma gratuita de ganhar tickets. Você pode vender cartas raras que não quer por um preço maior, e com esse dinheiro comprar as cartas de que precisa, ou tickets para continuar jogando os modos que dão packs.


Segundo ele, Gwent ainda é o card game mais generoso que ele já jogou pela quantidade absurda de recompensas que é possível obter apenas por jogar, mas Artifact fica em segundo lugar, pois o grind para obter as cartas é muito mais baixo do que em um jogo como Hearthstone, por exemplo.


Se você é fã de Magic, Dota ou de card games em geral e o preço inicial do jogo não te incomoda, vale a pena conferir Artifact. Apesar do modelo financeiro diferente, o jogo em si é extremamente divertido e estratégico. Ainda há o que melhorar, mas é um bom começo.

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@2018 por JokeBox crew